sexta-feira, 6 de março de 2009

Quase surtos

Há tanta coisa que não existe, que nunca existiu de fato. Você por exemplo é uma delas. Você nunca existiu. Mentira. Mentira na qual eu faço questão de acreditar. Você está lá alguns dias na semana e eu te olho com olhos gulosos. Tento evitar mas não consigo. Seu jeito de homem ( e não de menino) cafajeste, sua tatuagem nas costas me deixam maluca. Por orgulho e excesso de pudor tento esconder, mas às vezes é inevitável. Ainda sonho com sua boca gulosa e seus beijos ardentes. Droga de atitudes impensadas. Antes nunca o tivesse visto. Como ele tinha o direito de me deixar desconsertada daquele jeito? De me tirar o chão? De me deixar sem ar? Ele está sempre lá, quieto, observando tudo de longe. E eu me sinto vigiada. Vou quase ficando louca, sentindo desejo por alguém que não me dá valor. E a quem eu também não tenho a menor consideração. É só atração. Mas ele é que nem todos os outros, não existem. Não existem.